Aedes do Bem é posicionado em árvore- Foto cedida pelo cliente
E tornou-se um aliado estratégico de prefeitos e secretários no combate à doença.
A tecnologia utiliza insetos machos que não picam e não transmitem doenças para reduzir a população do vetor, reforçando as ações tradicionais de controle do Aedes aegypti
Com a elevação das temperaturas e o aumento do índice de chuvas típicos do verão, o controle das arboviroses torna-se um dos principais desafios de gestão para as cidades brasileiras. Há anos as ferramentas tradicionais de controle do Aedes aegypti não são suficientes para impedir novas epidemias de doenças como dengue, zika e chikungunya. A resistência do Aedes aegypti a inseticidas químicos, como o larvicida temefós e os piretróides adulticidas, é um desafio crescente, resultante da seleção natural pelo uso repetido de produtos.
Nesse cenário, cidades que adotaram inovações no combate à dengue e ao mosquito vetor se destacam. Municípios de diversos portes estão adotando o Aedes do Bem, uma tecnologia biológica de alta precisão que atua na supressão do mosquito transmissor. Ao focar no controle preventivo em grandes áreas ou em pontos críticos, a ferramenta tem se mostrado uma alternativa eficaz, segura e sustentável quando incorporada na rotina das equipes de vigilância.
A solução, comercializada no Brasil desde 2014, ganhou força nos últimos cinco anos, tendo sido utilizada por governos, empresas e cidadãos em mais de 190 cidades brasileiras em todas as regiões geográficas. O Aedes do Bem foi desenvolvido pela empresa Oxitec – uma spin-off da Universidade de Oxford, na Inglaterra – para suprimir o Aedes aegypti de maneira simples e eficaz. São mosquitos machos que não picam nem transmitem doenças e receberam uma característica autolimitante: quando liberados por meio de pequenas caixas ativadas com água, de fácil manuseio, eles acasalam com as fêmeas presentes no ambiente e apenas os descendentes machos desse cruzamento chegam à idade adulta. Com isso, tem-se uma diminuição drástica no número de fêmeas transmissoras de arboviroses. A tecnologia é considerada um larvicida biológico fêmea-específico que possui 100% de eficácia, efeito multigeracional e atuação segura para o homem, o meio ambiente e outros animais pela CTNBio – Comissão Técnica Nacional de Biossegurança.

Moradora recebe Agente de Saúde que explica sobre o Aedes do Bem em Congonhas-MG
Entre os municípios que adotaram o Aedes do Bem está Indaiatuba, em São Paulo – cidade conhecida e premiada pela boa gestão e pelo compromisso com o desenvolvimento humano e com a inovação em políticas públicas. O Aedes do Bem tem um histórico de sucesso comprovado na cidade: entre 2018 e 2022, a aplicação da solução em 12 bairros do município resultou em uma redução de até 96% na população de Aedes aegypti nas áreas tratadas, estudo científico que foi publicado na prestigiada revista Frontiers. A tecnologia já contribuiu para proteger mais de 45 mil moradores nos bairros atendidos, e, de acordo com a Secretaria de Saúde, resultou em uma diminuição de 84% no número de casos confirmados de dengue na região da soltura. Devido aos bons resultados, a Prefeitura deu continuidade ao projeto, retomando sua aplicação no último trimestre de 2025, antes mesmo do início desta nova temporada de dengue.
“A antecipação é o nosso maior aliado. Não podemos esperar a crise se instalar para agir. O Aedes do Bem não é uma promessa, é uma solução biotecnológica simples, segura e eficaz, capaz de reduzir a população do mosquito em mais de 90% e que já vem sendo utilizada no Brasil há uma década”, explica Natalia Verza Ferreira, diretora executiva da Oxitec. “Nossa infraestrutura está preparada para atender a demanda em escala e garantir que as cidades tenham acesso rápido a ferramentas que realmente mudem o jogo no controle do mosquito da dengue, protegendo milhões de brasileiros.”
O Aedes do Bem também pode ser combinado com outras tecnologias inovadoras, como as Estações Disseminadoras de Larvicidas e o Método Wolbachia. São estratégias diferentes, mas complementares. Quando adotadas de maneira estratégica, considerando a estratificação de risco e as peculiaridades de cada área, as novas tecnologias ajudam a reduzir custos e alcançar resultados mais rapidamente.
Em outubro de 2025, a Oxitec inaugurou a sua fábrica de mosquitos com Wolbachia em Campinas, São Paulo. A maior biofábrica de mosquitos do mundo terá capacidade para fornecer até 190 milhões de ovos de mosquitos com Wolbachia por semana, o suficiente para proteger até 100 milhões de pessoas anualmente, e está apenas aguardando o aval da Anvisa para entrar em funcionamento.

Foto cedida pela FSB
Sobre a Oxitec
A Oxitec é líder mundial em soluções biológicas sustentáveis para as maiores pragas do mundo que ameaçam a saúde humana e a segurança alimentar. A Oxitec foi a primeira a entrar no mercado e a primeira a obter uma comercialização bem-sucedida de soluções direcionadas e autolimitantes para pragas específicas, e agora está alavancando sua plataforma global para promover soluções diversificadas para desafios críticos em saúde pública e segurança alimentar em todo o mundo. Conduzida por uma equipe composta por 15 nacionalidades e com fortes parceiros, colaboradores e distribuidores em vários países e mercados, a Oxitec está liderando a transição global para o manejo sustentável de pragas.
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