Com a transição do verão para o outono, março representa um ponto crítico no ciclo do Aedes aegypti. Após semanas de temperaturas elevadas e chuvas acumuladas, a população do mosquito já se encontra estabelecida em grande parte dos territórios urbanos — e tende a crescer de forma acelerada nas semanas seguintes.
É nesse intervalo que se define a intensidade da curva epidemiológica.
Municípios que investem em reduzir o vetor antes da escalada de casos diminuem a probabilidade de sobrecarga da atenção básica, pressão hospitalar e necessidade de medidas emergenciais. Já aqueles que atuam apenas após o aumento expressivo das notificações passam a operar em regime reativo, com maior impacto financeiro, desgaste administrativo e vidas em risco.
Supressão vetorial como política preventiva
Ferramentas tradicionais de controle do mosquito da dengue seguem sendo fundamentais, mas enfrentam desafios crescentes, como a resistência cada vez maior do Aedes aegypti aos químicos amplamente utilizados. Além disso, a as ações de educação, a realização de visitas domiciliares e a supressão mecânica de criadouros enfrentam cada vez mais o desafio de encontrar imóveis fechados durante o turno de trabalho.
Nesse contexto, novas tecnologias passaram a integrar estratégias estruturantes de controle vetorial.
O Aedes do Bem é uma dessas ferramentas: uma solução biológica que combate a própria espécie, atuando na supressão da população do mosquito transmissor da dengue. A tecnologia utiliza mosquitos machos que não picam nem transmitem doenças e que carregam uma característica autolimitante. Ao serem liberados a partir de caixas ativadas com água, esses insetos acasalam com as fêmeas presentes no ambiente e apenas descendentes machos chegam à fase adulta, reduzindo progressivamente a população das fêmeas responsáveis pela transmissão das arboviroses.
Avaliada pela Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio) como um larvicida biológico fêmea-específico, a tecnologia apresenta 100% de eficácia, efeito multigeracional e atuação segura para pessoas, animais e meio ambiente.

Aedes do Bem é ativado com água limpa
Evidência científica e resultados em campo
Entre os municípios que adotaram a tecnologia está Indaiatuba (SP), referência nacional em gestão pública. Entre 2018 e 2022, a aplicação em 12 bairros resultou na redução de até 96% na população de Aedes aegypti nas áreas tratadas, conforme estudo publicado na revista científica Frontiers. Segundo dados da Secretaria de Saúde do município, houve ainda redução de 84% nos casos confirmados de dengue nas regiões atendidas – dado publicado na página do município
Em novembro de 2025, Indaiatuba retomou a aplicação do Aedes do Bem antes do início do novo ciclo sazonal, reforçando a lógica de antecipação como instrumento de planejamento e controle sanitário.
Prevenção como instrumento de governança
No enfrentamento da dengue, cada semana de atraso amplia a probabilidade de crescimento exponencial da população do mosquito.
A supressão vetorial antecipada não é apenas uma medida sanitária — é uma decisão estratégica de gestão pública. Ao reduzir o vetor antes da escalada epidemiológica, o município ganha previsibilidade, preserva recursos e fortalece sua capacidade de resposta ao longo do ano.
Agir antes do pico significa utilizar com maestria os recursos públicos para proteger as comunidades. Agir depois dele significa administrar crise.
Para saber mais sobre o Aedes do Bem, acesse aedesdobem.com.br.

